Russos afirmaram ser esta a exigência para que aprovem a medida contra o governo de Assad.
No "Ópera Mundi"
Thassio Borges
Da Redação
Em meio à indefinição a respeito do futuro sírio, a Rússia exigiu neste sábado (04/02) que a resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o país condene também a atuação dos militares rebeldes.
Os russos afirmaram ser esta a exigência para que aprovem a medida contra o governo do presidente Bashar al Assad, vítimas de protestos desde o ano passado. As declarações foram dadas neste segundo dia da MSC (Conferência de Segurança de Munique), que reúne representantes das áreas de Defesa e Política Externa de mais de 70 países.
“A proposta de resolução condena a violência do Exército sírio, mas deve condenar também a violência exercida pelos militares rebeldes”, afirmou Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, presente no evento.
Segundo ele, o documento que está sendo discutido pelo Conselho de Segurança não inclui determinações específicas para os rebeldes que, segundo Lavrov, estariam recorrendo à violência contra civis e edifícios do governo.
Além de criticar o calendário de ações proposto pela Liga Árabe, o ministro russo desdenhou das acusações de que seu país estaria apoiando o governo de Assad. “Não somos amigos nem aliados de Assad. Nós apoiamos a chamada por mudança do povo sírio”, declarou Lavrov.
Acusação da oposição
Ainda neste sábado, o CNS (Conselho Nacional Sírio, principal representação da oposição na Síria, acusou o governo de promover um bombardeio contra a cidade de Homs, causando a morte de 260 pessoas.
De acordo com as acusações, divulgadas pela Agência Efe, o governo bombardeou “casas habitadas de maneira intensa e indiscriminada”. Além disso, o grupo de oposição afirmou que forças leais à Assad impediram a chegada de ambulâncias no local.
No entanto, a agência oficial síria, Sana, afirmou que as acusações da oposição são falsas e visam apenas a influenciar a decisão do Conselho de Segurança da ONU a respeito de uma resolução contra o país.
Por conta da repressão e restrição imposta pelo governo de Assad, a imprensa internacional está impedida de confirmar os ataques e o consequente número de mortos. Em seu último balanço, a ONU afirmou que pelo menos 5 mil pessoas morreram desde o início dos conflitos, em março do ano passado. A Organização, entretanto, disse que já não podia mais contabilizar os mortos por conta da dificuldade em apurar as informações no país.
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