Os Estados Unidos e a Inglaterra impedem premeditadamente o reconhecimento da independência da Abkházia. Se não houver pressão por sua parte, no último ano, a soberania da Abkházia seria reconhecida oficialmente por 20 países da Região Asiática do Pacífico, no mínimo, sustenta o encarregado especial do MRE da Abkházia Yuris Gulbis:
No "Voz da Rússia"
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"A tática de Washington e de Londres é simples. Aos países que começam a estabelecer contatos com Sukhumi fala-se diretamente que não se pode fazê-lo, ameaçando de aplicar sanções econômicas em relação aos desobedientes.
Grandes potências – Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Europeia em geral – apoiam a Geórgia, ignorando completamente a posição da Abkházia. A Abkházia tem todos os direitos de ser reconhecida como país independente. Mas Tbilissi exige a reintegração da Abkházia na composição da Geórgia. E grandes potências tentam fazer frustrar todos os nossos planos e possibilidades de reconhecimento.
Muitos problemas enfrentam pequenos países ilhéus que já reconheceram a independência da Abkházia, em particular, Nauru, Vanuatu e Tuvalu. O Ocidente suspendeu o financiamento de projetos vitalmente importantes naqueles países".
Entretanto, não todos cedem à chantagem. No mínimo, 12 países da Região Asiática do Pacífico, que obtiveram a independência nos últimos 30-50 anos, saúdam a aspiração de Sukhumi à liberdade. Embora eles ainda não estejam prontos para estabelecer as relações diplomáticas de pleno valor com a Abkházia, não escondem a sua simpatia, destaca Yuris Gulbis:
"Reconhecem que existem a Abkhazia, que existe o Governo abkhaze e que a Abkházia tem a sua população. Entendem que atualmente temos um conflito que, espero, será resolvido em breve. E, durante a votação na ONU, não se manifestam contra, mas mantêm-se neutros ou votam ao nosso favor".
O não reconhecimento da independência da Abkházia pelo Ocidente no pano de fundo de um apoio ativo à separação do Kosovo da Séria põe a descoberto as causas disso. Washington, Londres e a UE defendem os próprios interesses geopolíticos, utilizando a carta georgiano-abkhaze para debilitar o prestígio da Rússia no palco internacional, considera Evguenia Voyko, perita do Centro de Conjuntura Política:
"Logo que um país reconheça a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, tal prova a justeza da decisão tomada pela direção russa em 2008 sobre o reconhecimento da sua soberania. E, sem dúvida, os Estados Unidos e a União Europeia jogam na antecipação, tentando não admitir o crescimento do número de países que poderiam reconhecer agora ou num futuro próximo a independência daquelas repúblicas caucasianas".
Entretanto, Yuris Gulbis tem certeza que neste ano o número de países que reconhecem a independência da Abkházia e da Ossétia do Sul será muito maior. Segundo o diplomata, são feitos trabalhos intensos neste sentido. Contudo, Gulbis não quis referir os países com que os respetivos documentos serão assinados já nos próximos tempos. São muitos que não poupam esforços para fazer frustrar os acordos e, por isso, preferimos manter o regime de confidencialidade o maior tempo possível, apontou o diplomata.

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