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Não foi uma briga de torcidas.
Reduzir o que aconteceu no Egito, a uma briga de torcidas, com conflito dentro de campo, e uma das torcidas, em maior número, massacrando jogadores e torcedores adversários, diante de uma Polícia omissa, é fechar os olhos para um grave problema comportamental, onde a barbárie, manifesta em agressões, ódios, preconceitos e total desapreço pela vida, vem ganhando espaço, em especial nas atividades esportivas, dentro e fora dos estádios. É evidente que a situação política do Egito contribuiu para a explosão de violência e insanidade, mas, a questão é muio mais abrangente e preocupante.
O mundo vive um momento em que transpira um clima de opção pelo confronto, pelas retaliações, ameaças, imposição seja força bélica ou econômica. Isso não é bom.
Os governantes, em especial os que lideram as grandes potencias, precisam voltar ao caminho da busca do diálogo, do entendimento, da diplomacia.
Nada se resolve pela força, ao menos nada que seja duradouro e possa levar ao desenvolvimento dos povos e um clima de PAZ entre as nações.
Texto do Jornal do Brasil
A rede americana CNN informou que o número de mortos após a briga entre torcidas do Al-Masry e o Al-Ahly nesta quarta-feira, no Egito, subiu para 79 pessoas, segundo autoridades locais.
Com a tragédia sob investigação do Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o país após a saída do ex-presidente Hosni Mubarak em 2011, centenas de pessoas foram até a Praça Tahrir, no Cairo, condenando a Junta Militar pelo episódio.
Muitos deles usavam camisas do Al-Ahly, que teve a grande maioria das vítimas em Port Said, local da partida, válida pelo Campeonato Egípcio.

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