domingo, 15 de janeiro de 2012

Togas em chamas: bang-bang opõe CNJ ao STF e meritíssimos à OAB

Continua em chamas o rasga-toga da Justiça brasileira.

No Blog "A Perereca da Vizinha"

O tititi da hora é a entrevista concedida ao Estadão pela corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, na qual ela afirma que não recuará na luta por um Judiciário mais transparente.

"Eu estou vendo a serpente nascer, não posso me calar", avisa.


As declarações de Calmon são uma resposta à entrevista do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, ao programa Roda Viva, no último dia 9. Teria sido o mais duro ataque à corregedora.

Para quem não viu, está aqui:


Ontem, também, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) acionou seus canhões contra a OAB nacional, que convoca ato em defesa do CNJ para o próximo dia 31.

Em nota distribuída à imprensa, a Ajufe sugere que o CNJ fiscalize a OAB.

“Isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns, permitindo ao CNJ punir os maus advogados, honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira, mas que têm a consciência de que a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo”, afirma a nota.


Da Folha de São Paulo e do Conjur vem a informação de que o CNJ analisa o pedido de anulação das promoções de 17 juízes mineiros a desembargador, nada mais nada menos do que parentes de desembargadores e de dirigentes de entidades de classe.


Na internet, corre a nota de Lauro Jardim, no radar online da Veja, sobre a pitoresca pausa de 10 minutos para o cafezinho, na Justiça Federal da 4 Região:

“A Justiça Federal da 4ª Região (que abrange o Sul do país) soltou uma resolução na virada do ano recomendando, veja só, a adoção de uma pausa de dez minutos para cada 50 minutos trabalhados. Valerá para todos os funcionários da Justiça Federal de lá – incluindo, claro, os juízes.
Ou seja, não bastassem dois meses de férias por ano, mais quatorze dias de recesso e alguns feriados válidos somente para eles, ainda oficializaram a pausa para o cafezinho…”, diz o jornalista.


O bang-bang tem tudo para recrudescer nos próximos dias. Mas, presume-se, entre mortos e feridos escaparão todos.

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